O que já vinha fazendo o Banco Central com o alto índice de juros aplicado ao mercado fez a Presidente Dilma ao cortar R$50 bilhões no orçamento público. O aumento da SELIC e o enxugamento da máquina tem seus efeitos. Que parte desse valor vai ser usado como barganha pelo Governo frente aos deputados parece ser indiscutível, mas demonstra claramente que a inflação ainda é um “bicho de sete cabeças”. A ideia é retirar dinheiro de circulação e distanciar-se do “bicho”.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
EGITO, ISRAEL, EUA E ACORDOS DE CAMP DAVID!
1. Os Acordos de Camp David, de 1978, que estabeleceram a paz entre Israel e Egito, têm importância capital para o equilíbrio geoestratégico de ambos os países e de todo o Oriente Médio, com seus desdobramentos nos EUA e nos países da Europa Ocidental. É sempre bom recordar que 8% do transporte mundial de petróleo passa pelo Canal de Suez. Sua paralisação trará enormes problemas para todo o mundo em geral, com a elevação dos respectivos preços, e para a Europa em particular, com a privação da rota mais curta para seu transporte desde a Arábia Saudita e os países do Golfo.
2. Os Acordos de Camp David, de 1978, concorreram não apenas para resolver de maneira definitiva as seguras fronteiras de Israel com o Egito, mas ainda dividiram os quatro países árabes vizinhos, neutralizando-os, na prática. O acordo com a Jordânia, em 1994, garantiu para Israel a fronteira mais longa e mais vulnerável ao longo do rio Jordão. Líbano só constituiu uma ameaça pontual e localizada, desferida por minorias ao sul de seu território, que podem ser controladas sem dificuldades maiores por Israel.
3. Mesmo a Síria, com suas reiteradas manifestações de hostilidade, jamais representou uma ameaça séria: os blindados israelenses, nos Altos de Golan, podem chegar a Damasco num par de horas, sem maiores resistências. Os Palestinos, por fim, significam um fator de perturbação, mas jamais terão a capacidade de destruir Israel, até porque sempre estiveram divididos.
4. A conclusão final é de que, no presente cenário conturbado do Egito, os EUA podem aceitar tudo, menos a derrogação dos Acordos de Camp David e a criação de um clima de guerra entre o Egito e Israel, seus principais aliados no Oriente Médio.
Fonte: Ex-Blog do Cesar Maia
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Bancos Aumentam Juros de Linhas de Crédito Pessoal, Cheque Especial e Financiamento de Bens e de Veículos
RIO - Medidas de aperto ao crédito adotadas pelo governo no fim de 2010, a expectativa de um ciclo de elevações este ano dos juros básicos - que na semana passada subiu de 10,75% para 11,25% ao ano - e a atividade econômica aquecida fizeram as taxas do crédito à pessoa física registrarem aumento entre dezembro e janeiro. Levantamento feito no sistema Qualicred, que é organizado pela Fecomércio-RJ com base nos dados do Banco Central (BC), mostra que as taxas médias cobradas nas linhas de cheque especial, crédito pessoal, aquisição de veículos e de bens ficaram mais elevadas entre o fim de 2010 e o início de 2011. Com isso, é preciso redobrar os cuidados na hora de tomar um empréstimo e, principalmente, entrar no cheque especial, já que o crédito mais caro aumenta o risco de inadimplência, mostra reportagem de Lucianne Carneiro, publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira.
Os juros do crédito pessoal e do financiamento de veículos subiram em todos os seis bancos pesquisados. No cheque especial, os juros subiram em cinco dos seis bancos pesquisados (Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú Unibanco), enquanto a linha de aquisição de bens registrou elevação nos juros em quatro de cinco instituições (Banco do Brasil, Santander, Caixa e HSBC).
- A última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), de 16 de dezembro, já dava sinais de que haveria elevação dos juros. E o relatório de inflação, de 22 de dezembro, também foi bem enfático na necessidade de aperto monetário. Com isso, a curva dos contratos de juros futuros está ascendente desde dezembro - aponta o economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos.
Estes contratos, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetam a taxa de juros que estará em vigor nos próximos meses. E são usados pelos bancos para estimar o custo de captação dos recursos que usarão para fornecer as linhas de financiamento.
- O mercado já antecipou esses movimentos. À medida que se coloca mais custos na captação, as instituições financeiras aumentam as taxas para o tomador de crédito - afirma o professor de Finanças do Ibmec/RJ Paulo Di Blasi.
Mesmo antes da alta da taxa básica Selic, o consumidor já estava pagando juros mais altos, lembra o professor da FEA/USP Rafael Paschoarelli Veiga, porque havia uma expectativa de a Selic subir na reunião de dezembro:
- Os bancos cobram os juros ao consumidor de acordo com o que esperam pagar.
O crédito para a compra de veículo subiu de 1,79% ao mês em 3 de dezembro para 2,02% em 5 de janeiro no Bradesco. No Banco do Brasil, a elevação foi de 1,63% para 1,81%. A taxa avançou de 1,71% para 1,84% no Santander, enquanto na Caixa Econômica a alta foi de 1,56% para 1,60%. O HSBC passou a cobrar 1,82%, ante taxa anterior de 1,51%. No Itaú Unibanco, o juro passou de 1,67% para 1,84%.
No crédito pessoal, a maior taxa média é do Bradesco, que avançou de 4,27% ao mês em 3 de dezembro para 5,07%. No Banco do Brasil, foi de 2,49% para 3,22%; no Santander, de 3,21% para 3,59%; na Caixa, passou de 1,98% para 2,06%; no HSBC, de 4,52% para 4,82%; no Itaú Unibanco, de 4,13% para 4,20%.
Os bancos, no entanto, negam aumentos e argumentam que as taxas variam de acordo com o cliente.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Metade - Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
A SENTENÇA DE CRISTO
Cópia da sentença de Pilatos, no processo de Jesus Cristo, existente no Museu da Espanha.
"No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente na baixa Galiléia, HERODES ANTIPAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém, QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente, EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe - CRISTO NAZARENO - e galileu de nação, homem sedicioso, contra a Lei Mosaica - contrário ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR.
Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a
Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém.
Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título:
JESUS NAZARENO, REX JUDEORUM.
Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano.
Testemunhas da nossa sentença:
Pelas dozes tribos de Israel: RABAIM DANIEL; RABAIM JOAQUIM BANICAR; BANBASU; LARÉ PETUCULANI.
Pelos fariseus: BULLIENIEL; SIMEÃO; RANOL; BABBINE; MANDOANI; BANCURFOSSI.
Pelos hebreus: MATUMBERTO.
Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO E AMACIO CHILICIO. "
Custos das Escolhas das Políticas Econômicas
Antonio Corrêa de Lacerda
Toda escolha de adoção de políticas econômicas envolvem, além da necessidade de decidir no timing adequado, incorrer em algum custo. "Não existe almoço grátis", profetizava o monetarista, ícone do liberalismo e Premio Nobel de Economia, Milton Friedman (1912-2006), em um outro contexto, mas que pode ser adaptado perfeitamente à questão em tela. No caso brasileiro, tem sido recorrente, porém nem sempre de forma completa, o questionamento de algumas das escolhas das políticas econômicas. É o caso, por exemplo dos bancos públicos. Diante da escassez de crédito e financiamento internacionais no período imediatamente posterior à crise com a quebra do Lehmann Brothers, em setembro de 2008, o governo brasileiro tomou uma decisão pertinente de ampliar a capacidade de empréstimo dos bancos públicos, especialmente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Antes disso, escolado com a recorrência das crises de balanço de pagamentos, o Brasil, assim como outros países não emissores de moedas não conversíveis, tomaram a decisão sensata de ampliarem o seu volume de reservas cambiais. Isso não evitava os efeitos das crises, mas amenizava-los, como ficou claro.
Não fossem o suporte dos financiamentos públicos, substituindo em muitos casos as linhas de financiamento externas, que secaram, e, por outro lado, o fato de o país dispor de um volume expressivo de reservas cambiais, os efeitos da crise teriam sido muito mais intensos no Brasil. O PIB (Produto Interno Bruto) teria caído muito mais do que os 0,6% verificados em 2009, assim como a recuperação rápida e a expansão de quase 8,0% em 2010 não teriam sido viáveis.
Como o PIB brasileiro é estimado em R$ 3,5 trilhões, cada ponto percentual de crescimento representa R$ 35 bilhões de renda. Suponhamos que as decisões de políticas econômicas tenham propiciado 2 pontos percentuais a mais no crescimento econômico, isso gera uma atividade econômica de R$ 70 bilhões. O exemplo vale para ilustrar que os "custos" das políticas econômicas têm que ser mensurados levando-se em conta o seu benefício.
O cálculo nem sempre é fácil de ser realizado, porque muitas vezes envolve fatores de difícil mensuração. Mas isso não pode servir de álibi para se desprezar a avaliação do beneficio de cada medida. Até porque seria uma análise incorreta.
É relativamente simples calcular o custo da escolha e implementação das duas decisões de política econômica citadas. Cálculos simples do "custo" das decisões sempre ganham espaço generoso na mídia!
Que lições podemos tirar da experiência recente na economia brasileira? Este é o ponto que deveria nortear um debate mais qualificado, menos ideologizado e mais pragmático a respeito das políticas econômicas.
Diante de um alegado risco de elevação da inflação, observa-se um relativo consenso pela elevação da taxa de juros básica. Até porque a maioria não deseja inflação elevada. Mas qual o custo desta escolha? Há vários, dentre eles está o aumento dos gastos públicos com o financiamento da dívida pública, que custou R$ 195 bilhões no ano passado (5,5% do PIB !).
Uma outra questão é a política cambial. As vantagens proporcionadas por uma taxa de cambio valorizado, como a que experimentamos no Brasil, são de curto prazo, enquanto comprometem o futuro. O câmbio valorizado, juntamente com os fatores de competitividade sistêmica desfavoráveis, está provocando dois efeitos deletérios para a economia brasileira: a desindustrialização e a deterioração das contas externas. Isso tem um elevado custo para o desenvolvimento do País.
A questão cambial é um exemplo típico de escolha que favorece só o curto prazo. O dólar barato proporciona a aquisição de produtos importados e a realização de viagens internacionais a um custo baixo, o que é sempre muito apreciado por grande parte da opinião pública. No entanto, nem sempre ficam claros os seus efeitos, que comprometem o longo prazo, pois roubam crescimento da economia, nos tornam mais vulneráveis e dependentes de financiamento externo e menos diversificados na produção e exportação, excessivamente centradas em commodities.
Precisamos criar mais espaços de discussão das políticas econômicas, seus custos e benefícios, levando em conta não apenas o curto, mas o médio e longo prazo. Isso implica democratizar as informações, assim como diversificar as visões, levando em conta não apenas escolas variadas de pensamento econômico, mas também todos os setores da economia.
A discussão deve ser ampliada, tanto junto aos Poderes, quanto na mídia, na academia e demais entidades representativas da sociedade. Não se trata, evidentemente, de uma prática fácil. Os temas em geral são complexos e nem sempre as pessoas estão dispostas a investir o seu tempo e energia com assuntos áridos. Mas, como não existe visão neutra em política econômica, o mínimo de cuidado que devemos ter é o de diversificar o debate. Até porque, do contrário, o risco é o de nos tornarmos reféns de uma única via, que pode favorecer alguns, mas não o todo.
Antonio Corrêa de Lacerda é professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP e autor, entre outros livros, de "Globalização e Investimento Estrangeiro no Brasil" (Saraiva). Foi presidente do Cofecon e da SOBEET.
Fonte: http://www.terra.com.br/
sábado, 5 de fevereiro de 2011
DIA A DIA
04/02
Um casal conversa no terminal de ônibus, na verdade, a esposa fala e o marido apenas balbucia, enquanto o filho os observa. A expressão dela é de quem aguarda uma resposta, a dele é de falta de resposta e a do filho de impaciência. Por falta de um diálogo eficiente e por um estigma de indecisão, acabam andando junto bem mais por uma questão social do que por uma alegria de compartilhar uma vida em comum.
___
Vejo as pessoas tão ocupadas com suas próprias questões que não se apercebem do que ocorre ao seu redor. Muitos ligados ao som do mp4, rindo de algo desconhecido dos transeuntes, outros ao celular falando do que aconteceu, se programando para algo ou elaborando uma mensagem para dizer que ama, que está chegando em casa.....Estou no ônibus, quando próximo da saída percebo a presença de um amigo e irmão bem próximo, ele no celular, eu no mp4, cumprimentei-o superficialmente, tinha que desembarcar e a conversa dele estava animada!
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